Tradução: “S03E22: The Staircase Implementation (A Implementação da Escada)”

Esta noite, os fãs certamente irão reclamar de um erro científico. A equipe da produção não me deixou trazer combustível de foguete de verdade para o episódio, e acabou usando água ao invés dele. Aparentemente, a Warner Brothers tem alguma regra que nos proíbe de trazer hidrazina e nitrogênio-5 aos sets.

A Hidrazina tem uma longa história como um propulsor no mundo dos foguetes. Seu primeiro uso foi na Messerschmitt Me 163 Komet, aeronave militar com propulsão a jato. Até os dias atuais, é a única aeronave do gênero a operar regularmente.

Uma aeronave movida a hidrazina durante a Segunda Guerra Mundial

Ao misturar a hidrazina aos solventes, os alemães chamaram o combustível de “B-Stoff”. Atualmente, a hidrazina é utilizada para fins mais pacíficos, como ajustar as órbitas de satélites e como fonte de energia auxiliar para a Estação Espacial Internacional.

A reação da hidrazina estava nos quadros essa noite e serviu como uma espécie de spoiler para aqueles que prestaram atenção.

Os quadros de uma das primeiras cenas do episódio mostra como a hidrazina atua como um combustível de foguetes... e serve de presságio para o que acontecerá em seguida.

O conceito que os roteiristas explicaram para mim era que o erro de Leonard havia acontecido porque algo não estava na escala certa. Eles queriam que a quantidade que funcionasse para um foguete de verdade não se adaptasse à escala daquela pequena quantidade que ele havia trazido. As reações da hidrazina acontecem mais rapidamente ao serem expostas ao elemento irídio. A palavra que os químicos usariam seria a de que a reação havia sido “catalisada” pelo irídio. Um catalisador acelera uma reação, mas não é consumido. É isso que a platina faz no conversor catalítico de um carro, e era essa a razão por trás do “frasco de irídio”.

Pela terceira aplicação da regra do quadrado-cubo nesta temporada, a quantidade total de hidrazina seria exposta a uma superfície relativamente pequena de irídio. No pequeno recipiente de Leonard, uma fração muito maior de hidrazina é exposta ao irídio e Sheldon percebe que ela se torna altamente explosiva, como pode ser visto nos quadros acima.

Adicionamos um pouco de “Nitrogênio-5″, ou pentanitrogênio, para adoçar a mistura. Aquele era um combustível que estava sendo desenvolvido em 2003, a provavelmente tinha alguns aspectos secretos que Leonard não deveria discutir.

Nem tudo nos quadros diz respeito a combustíveis de foguete. Lembrem-se de que era 2003. Os doutores Abrikosov, Ginzburg e Leggett haviam acabado de receber o Prêmio Nobel da Física

por contribuições pioneiras às teorias da supercondutividade e superfluidez.

O trabalho teórico dos cientistas também está disposto nos quadros, como se fosse algo que o próprio Sheldon estaria cogitando na época.

Os quadros brancos são a estrela da série novamente. Não sei porque o diretor continua deixando os atores andarem por aí e roubarem a cena.


Tradução feita por Hitomi a partir de texto extraído de The Big Blog Theory, de autoria de David Saltzberg, originalmente publicado em 17 de Maio de 2010.

Tags: , ,

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: